quinta-feira, 8 de junho de 2017

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar. Mais do mesmo?




Recordar é fundamental para compreender o que está ocorrendo com a franquia de Piratas do Caribe.
No primeiro filme nós somos apresentados à bela Elizabeth Swan (Keira Knightley), uma mulher que detém um medalhão asteca de ouro. Essa peça é indispensável para a quebra de uma maldição recaída sobre a tripulação do capitão Barbossa (Geoffrey Rush), há dez anos recolhendo todas as peças para completar o tesouro. Will Turner (Orlando Bloom) é um ferreiro apaixonado por Elizabeth e, para salvá-la, se une ao pirata Jack Sparrow (Johnny Depp).
O filme é sucesso imediato e arrecada milhões de dólares ao redor do mundo.
O que encontramos a seguir são duas aventuras bem divertidas e com um foco um pouco diferente. Agora, o protagonista do filme passou a ser Jack Sparrow que, nitidamente, ganha espaço nas tramas. Novamente temos uma arrecadação enorme que garante um quarto filme.
É aí que a coisa toda começa a perder o controle…
Vamos aos fatos. Piratas do Caribe começou como uma despretensiosa aventura baseada em um brinquedo da Disney e hoje já soma a impressionante quantia de mais de 4 bilhões de dólares arrecadados com os cinco filmes. Ora, com uma franquia tão rentável, seria óbvio imaginar que os produtores iriam se esforçar ao máximo para melhorar os efeitos, a narrativa e o roteiro, elementos indispensáveis para manter seu público fiel.
Entretanto, no quarto filme (Navegando em águas misteriosas) o roteiro já não convencia tanto. Aparentemente a história estava desgastada e já não havia o par romântico que se uniu nos filmes anteriores a Jack. Para substituí-los, um novo casal (menos carismático) surgiu, mas sem o chamado de Orlando Bloom e Keira Knightley. Nem a presença de Penélope Cruz garantiu a força que os três filmes anteriores tiveram. Resumidamente, a franquia buscou novas fórmulas e personagens para aumentar o universo criado. Isso, contudo, estava atrelado à presença de Johnny Depp como Jack, uma aposta complicada, já que teria que contar com tudo na mais perfeita ordem na vida do ator, além de um óbvio desgaste pela superexposição do personagem.
Mas não vamos nos enganar. Jack Sparrow ainda é um personagem com um apelo grande junto ao público. Isso se comprovou na bilheteria de Navegando em águas misteriosas. Mais do isso, o retorno dele em um quinto filme, mesmo diante de uma fase conturbada na vida de Depp é outra forte evidência de sua força dentro da franquia. 
E é nesse ponto que chegamos…
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é um filme bom, divertido e com cenas memoráveis. Então, questionará o leitor mais atento, qual o motivo para o título “mais do mesmo?” ? Vamos aos fatos.
A franquia chega a esse quinto episódio para tentar ressuscitar as histórias de Jack e seus amigos após um quarto filme decepcionante em sua essência. Apesar do sucesso nas bilheterias, é inegável que Piratas do Caribe 4 teve um roteiro bem fraco, incapaz de trazer todo o impacto dos três filmes anteriores. A saída de Bloom e Keira também colaborou para essa quebra de “ritmo”, principalmente se levarmos em consideração que o público acaba criando um laço afetivo com alguns personagens. Para comprovar isso, basta lembrar que em A Vingança de Salazar foi necessário trazer a dupla de volta para as aventuras de Jack, ainda que um novo par romântico tenha surgido.
Ok, casa arrumada, certo? Jack de volta, Will Turner e Elizabeth Swann também. O trio que encantou multidões está na ativa novamente, assim como o capitão Barbossa (o vilão do primeiro filme). Vamos acrescentar a essa fórmula de sucesso a presença do vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante, Javier Bardem (como Salazar), a inclusão de fantásticos efeitos especiais, assim como boa parte da tripulação do Pérola Negra, incluindo o macaquinho malandro. Com base nisso tudo e em todos esse investimentos, certamente temos um filme impressionante que dará novo vigor à franquia…
Infelizmente, não.
 Um dos maiores pecados deste quinto filme está na persistência em fórmulas já vistas. Jack Sparrow aparece novamente como alívio cômico da trama e repete algumas cenas de suas atuações nas outras obras. Talvez tenham tentado cativar novos fãs para a franquia (afinal já são 14 anos de Piratas), mas a sensação de “déjà vu” é grande em várias passagens.
Outros pontos que não renderam tudo que queríamos serão explicados a seguir. Antes, um aviso: vem spoiler! Só prossiga se já tiver visto ou não se importar com a revelação de certas partes do enredo. 
Recordar é fundamental para compreender o que está ocorrendo com a franquia de Piratas do Caribe.
No primeiro filme nós somos apresentados à bela Elizabeth Swan (Keira Knightley), uma mulher que detém um medalhão asteca de ouro. Essa peça é indispensável para a quebra de uma maldição recaída sobre a tripulação do capitão Barbossa (Geoffrey Rush), há dez anos recolhendo todas as peças para completar o tesouro. Will Turner (Orlando Bloom) é um ferreiro apaixonado por Elizabeth e, para salvá-la, se une ao pirata Jack Sparrow (Johnny Depp).
O filme é sucesso imediato e arrecada milhões de dólares ao redor do mundo.
O que encontramos a seguir são duas aventuras bem divertidas e com um foco um pouco diferente. Agora, o protagonista do filme passou a ser Jack Sparrow que, nitidamente, ganha espaço nas tramas. Novamente temos uma arrecadação enorme que garante um quarto filme.
É aí que a coisa toda começa a perder o controle…
Vamos aos fatos. Piratas do Caribe começou como uma despretensiosa aventura baseada em um brinquedo da Disney e hoje já soma a impressionante quantia de mais de 4 bilhões de dólares arrecadados com os cinco filmes. Ora, com uma franquia tão rentável, seria óbvio imaginar que os produtores iriam se esforçar ao máximo para melhorar os efeitos, a narrativa e o roteiro, elementos indispensáveis para manter seu público fiel.
Entretanto, no quarto filme (Navegando em águas misteriosas) o roteiro já não convencia tanto. Aparentemente a história estava desgastada e já não havia o par romântico que se uniu nos filmes anteriores a Jack. Para substituí-los, um novo casal (menos carismático) surgiu, mas sem o chamado de Orlando Bloom e Keira Knightley. Nem a presença de Penélope Cruz garantiu a força que os três filmes anteriores tiveram. Resumidamente, a franquia buscou novas fórmulas e personagens para aumentar o universo criado. Isso, contudo, estava atrelado à presença de Johnny Depp como Jack, uma aposta complicada, já que teria que contar com tudo na mais perfeita ordem na vida do ator, além de um óbvio desgaste pela superexposição do personagem.
Mas não vamos nos enganar. Jack Sparrow ainda é um personagem com um apelo grande junto ao público. Isso se comprovou na bilheteria de Navegando em águas misteriosas. Mais do isso, o retorno dele em um quinto filme, mesmo diante de uma fase conturbada na vida de Depp é outra forte evidência de sua força dentro da franquia. 
E é nesse ponto que chegamos…
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é um filme bom, divertido e com cenas memoráveis. Então, questionará o leitor mais atento, qual o motivo para o título “mais do mesmo?” ? Vamos aos fatos.
A franquia chega a esse quinto episódio para tentar ressuscitar as histórias de Jack e seus amigos após um quarto filme decepcionante em sua essência. Apesar do sucesso nas bilheterias, é inegável que Piratas do Caribe 4 teve um roteiro bem fraco, incapaz de trazer todo o impacto dos três filmes anteriores. A saída de Bloom e Keira também colaborou para essa quebra de “ritmo”, principalmente se levarmos em consideração que o público acaba criando um laço afetivo com alguns personagens. Para comprovar isso, basta lembrar que em A Vingança de Salazar foi necessário trazer a dupla de volta para as aventuras de Jack, ainda que um novo par romântico tenha surgido.
Ok, casa arrumada, certo? Jack de volta, Will Turner e Elizabeth Swann também. O trio que encantou multidões está na ativa novamente, assim como o capitão Barbossa (o vilão do primeiro filme). Vamos acrescentar a essa fórmula de sucesso a presença do vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante, Javier Bardem (como Salazar), a inclusão de fantásticos efeitos especiais, assim como boa parte da tripulação do Pérola Negra, incluindo o macaquinho malandro. Com base nisso tudo e em todos esse investimentos, certamente temos um filme impressionante que dará novo vigor à franquia…
Infelizmente, não.
 Um dos maiores pecados deste quinto filme está na persistência em fórmulas já vistas. Jack Sparrow aparece novamente como alívio cômico da trama e repete algumas cenas de suas atuações nas outras obras. Talvez tenham tentado cativar novos fãs para a franquia (afinal já são 14 anos de Piratas), mas a sensação de “déjà vu” é grande em várias passagens.
Outros pontos que não renderam tudo que queríamos serão explicados a seguir. Antes, um aviso: vem spoiler! Só prossiga se já tiver visto ou não se importar com a revelação de certas partes do enredo.

VELOZES E FURIOSOS EMBUTIDO EM PIRATAS DO CARIBE?

Isso foi algo muito incômodo, apesar de engraçado. Ver um banco inteiro ser arrastado pelas ruas de uma cidade (lembrem-se que em Velozes e Furiosos eles arrastaram um cofre gigante) foi apelo demais. A cena poderia ser mais legal se ele, Jack, tivesse sido arrastado junto com o cofre (algo mais simples de aceitar), porém a busca pela grandiosidade visual foi um erro gritante, responsável pela desconfiança inicial sobre o que viria após. Assim como muitos se incomodam com os “overactors”, cujas atuações são exageradas e forçadas, senti um desconforto com essa passagem. Ali, o mais foi menos.
Alguns produtores precisam compreender que exagerar não é garantia de humor e bons resultados. Mesmo sendo um filme de piratas, cheio de fantasia e sobrenatural, é preciso medir o que será apresentado ao público para que não fique a sensação de que aquilo existe apenas para impactar os olhos, impressionar.
Essas observações não são destinadas a derrubar os méritos da franquia. Como já dito, há muitas passagens boas que cumprem com seu papel. O roteiro também é bom, porém a transposição para a tela maximizou algumas cenas, sem contar que a tentativa de reacender a chama da franquia ficou muito parecida com cópia do que já foi feito.

JOHNNY DEPP

Antes de prosseguir, deixo bem claro que sou fã do trabalho de Depp, imortalizado como o Chapeleiro Louco, Edward, Willy Wonka, Barnabas Collins, Sweeney Todd, Bon Bon, Ichabod Crane, Grindelwald e outros que reforçam a competência dele como ator. Contudo, isso não impede que seus problemas pessoais interfiram em suas atuações. Recentemente algumas mídias noticiaram a falência financeira do ator por conta de seus gastos exorbitantes. Excentricidade ou não, muitos dos que estavam na cabine do filme enxergaram um desgaste no ator e no personagem. A impressão que tivemos foi a de que ele estava desmotivado. Óbvio que voltar a interpretar Jack Sparrow é algo rentável, mas ficou mais óbvio que o potencial do personagem foi drenado ao máximo nos filmes anteriores. Isso, reforço, não é o fim da franquia ou do capitão pirata que tanta alegria trouxe. Fica, porém, um alerta para os novos roteiristas, diretor e produtores: ou trazem algo realmente inovador ou, infelizmente, condenarão Jack e todo o universo que o cerca ao fim.

ENFIM, VALE INVESTIR PARA VER O FILME?

Sim. Mesmo sendo um filme mediano, há passagens boas, engraçadas e cenas de um apuro visual impressionante. A boa trilha sonora garante a ampliação do impacto de certas passagens. A produção também acertou ao trazer dramaticidade ao enredo com o destino de Barbossa e a revelação de seu vínculo com um dos personagens. O novo par romântico deixa boas impressões, além de termos garantida a volta de Will e Elizabeth.
Porém não espere coerência ao final do filme. Com a intenção de trazer um gancho para a sequência – que ocorrerá sem dúvidas – eles cometeram o maior pecado dessa obra que é, dentro da minha humilde opinião, resolver a questão da maldição de Turner e Salazar através do tridente de Netuno e reapresentar nas cenas pós-crédito um vilão que fora amaldiçoado em um dos filmes anteriores de Piratas ainda preso à maldição que, teoricamente, seria extinta junto com a solução encontrada para livrar Will Turner de sua prisão.
Enfim, A Vingança de Salazar é entretenimento feito com muita tecnologia, recursos financeiros gigantescos e uma divulgação impressionante, mas que se tornou apenas outro filme mediano de uma série de sucesso, embalado pelos primeiros Piratas do Caribe. Caso queiram apenas diversão, esse filme é recomendado. Caso busquem algo à altura do potencial da franquia, vamos torcer para que eles acertem a fórmula no próximo filme. O trailer abaixo diz “a aventura final”… e ela será, caso não ouçam o espectador que trouxe prestígio e fama às aventuras de Jack Sparrow.




via  NoSet

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