domingo, 29 de abril de 2012

Veja nove cenas da comédia Sombras da Noite, de Tim Burton


“Sombras da Noite” (Dark Shadows), comédia gótica dirigida por Tim Burton, ganhou nove cenas de uma só vez. Na maioria delas, Johnny Depp (“Alice no País das Maravilhas”) interpreta o vampiro Barnabas Collins, confrontando os estranhos membros de sua família e a feiticeira vivida por Eva Green (“007 – Cassino Royale”).
Inspirado na soup opera gótica de mesmo nome, exibida nos anos 1960, o filme tem estreia marcada para 11 de maio nos EUA e apenas 22 de junho no Brasil.
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Sombras da Noite

(Dark Shadows, EUA, 2012)

via  Pipoca  Moderna
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Fotos dos bastidores de O Cavaleiro Solitário, com Johnny Depp e Armie Hammer


Foram divulgadas novas fotos dos bastidores de O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger), nova filme da Walt Disney Pictures. A produção é estrelada por Johnny Depp (Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas), Armie Hammer (Espelho, Espelho Meu), Tom Wilkinson (O Exótico Hotel Marigold), William Fichtner (Fúria Sobre Rodas), Barry Pepper (Bravura Indômita), James Badge Dale (A Perseguição), Ruth Wilson (Small Island) e Helena Bonham Carter (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2), e conta com a direção de Gore Verbinski (Piratas do Caribe: No Fim do Mundo).
O Cavaleiro Solitário é uma emocionante aventura repleta de ação e humor, em que o famoso herói mascarado é trazido à vida através de novos olhos. O nativo espírito guerreiro americano Tonto (Johnny Depp) narra os contos incontáveis ​​que transformaram John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça, levando o público em um trem desgovernado de surpresas épicas e bem-humorados atritos entre dois heróis improváveis ​​que devem aprender a trabalhar em conjunto e lutar contra a ganância e corrupção.
O filme estreia no Brasil em 31 de maio de 2013.

via  Cine Marcado

sábado, 28 de abril de 2012

Johnny Depp gasta cerca de R$ 100 mil na festa de aniversário de seu filho Jack


Com shows de Marilyn Manson e Aerosmith, Johnny Depp teria gasto quase R$ 100 mil na festa de aniversário de seu segundo filho, Jack. Porém, a mãe do garoto, Vanessa Paradis, não compareceu à comemoração, cuja lista de convidados era de 500 pessoas


Johnny Depp (48) decidiu surpreender o filho, Jack, em sua festa de 10 anos, completos em 9 de abril. De acordo com a declaração de uma fonte a revista US Weekly, o ator gastou U$ 50 mil – o equivalente a R$ 94 mil – na comemoração, que aconteceu em um requintado hotel de Los Angeles, na Califórnia (Estados Unidos), no último dia 7.
Mas as surpresas não param por ai. Ainda de acordo com a fonte, Marilyn Manson (43), amigo e parceiro musical de Depp, fez um show na festa, que contou ainda com a apresentação da banda Aerosmith. Cerca de 500 convidados foram parabenizar o filho do astro
Vanessa Paradis (39), mãe de Jack, não participou da comemoração, reforçando os rumores de que sua relação com o ator tenha mesmo chegado ao fim.
De acordo com uma recente lista divulgada pela parade.com, Johnny Depp lucrou U$ 50 milhões com o filme Dark Shadows, seu mais recente trabalho.

via    Caras

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Johnny Depp revela como se inspirou para ser vampiro




                 Ator é Barnabas Collins em «Dark Shadows», de Tim Burton



Um novo vídeo promocional de «Dark Shadows» está disponível e desvenda o porquê de Tim Burton e Johnny Depp gostarem tanto de vampiros e a razão de se juntarem neste filme.

clip começa com imagens de vários atores que desempenharam vampiros ao longo dos anos e passa depois para uma introdução pormenorizada e detalhada de «Dark Shadows». Com este vídeo ficamos também a perceber o fascínio de Burton e Depp por este género de cinema.

No vídeo, Johnny Depp fala da sua admiração por Jonathan Frid, o ator que desempenhou originalmente a personagem de Barnabas Collins na série televisiva «Dark Shadows», nos anos 60 e 70. Frid, recorde-se, faleceu este mês aos 87 anos.

«Dark Shadows» estreia a 11 de maio nos cinemas norte-americanos. Em Portugal, o filme começa a ser exibido um dia antes, a 10 de maio.




quinta-feira, 26 de abril de 2012

VÍDEO COMPLETO: “DARK SHADOWS” NO ENTERTAINMENT TONIGHT


Assista abaixo ao vídeo completo da matéria sobre “Dark Shadows”, que foi ao ar ontem no programa Entertainment Tonight.
Johnny, Michelle Pfeiffer e Helena Bonham Carter aparecem fazendo pequenos comentários e muitas cenas inéditas do filme, vistas dos bastidores, são exibidas.
Agradecimentos: TABA | JDZ

via   Johnny  Depp  Forever

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Johnny Depp promove "The Lone Ranger" no CinemaCon!

Johnny Depp ontem promoveu o filme " Dark Shadows" junto Tim Burton e logo após esteve promovendo o filme "The Lone Ranger" junto com o produtor Bruckheimer.

Confira as fotos:



Clique aqui para conferir mais fotos!







via   Johnny  Depp  BR

Áudio completo de música de Johnny e Marilyn Manson!


Hoje, o álbum foi liberado no Japão e podemos ouvir a música integralmente, com Johnny na guitarra e bateria e Marilyn Manson tocando e cantando.
Confiram o vídeo com o áudio completo de “You’re So Vain




via Depp  Vício

NOVO COMERCIAL DE “DARK SHADOWS”




via  Johnny  Depp  BR

terça-feira, 24 de abril de 2012

FOTOS RARAS DO depp




via  Johnny  Depp  in  Love

Jack White fará a trilha sonora de "O Cavaleiro Solitário", que tem Johnny Depp como índio


  • Johnny Depp e Armie Hammer na primeira imagem de O Cavaleiro Solitário, de Gore Verbinski
    Johnny Depp e Armie Hammer na primeira imagem de "O Cavaleiro Solitário", de Gore Verbinski
O músico Jack White, ex-White Stripes, foi contratado pela Disney para escrever, produzir e interpretar a trilha sonora de "O Cavaleiro Solitário", filme de Gori Verbinski estrelado por Johnny Depp e Armie Hammer, baseado na série de TV dos anos 1950, que popularizou o justiceiro mascarado e seu fiel companheiro, o índio Tonto.

É a primeira trilha sonora assinada pelo músico, que acaba de lançar seu novo disco solo, "Blunderbuss".

"Jack é um compositor incrível com um estilo único", disse o produtor Jerry Bruckheimer à revista "Variety". "Estamos ansiosos para ouvir sua versão da música tema".

Bruckheimer diz que a ideia de contratar White partiu de Verbinski e de Depp.

"O Cavaleiro Solitário" está sendo filmando no Novo México e tem lançamento marcado para maio de 2013.

via  uol  cinema

Johnny e Tim promovem Sombras da Noite



Johnny e Tim Burton estiveram hoje na CINEMACON 2012 para apresentar um clipe de Dark Shadows. Parece que Tim levou Johnny como seu convidado surpresa, Depp disse "divirtam-se" e o clipe foi exibido.
Um site divulgou que o público teve uma boa reação ao clipe, mas não ficou super entusiasmado.

Veja abaixo as primeiras fotos do evento!


Enquanto isso, Jerry Bruckheimer tuitou que estava chegando em Las Vegas para a CinemaCon e que era para ficarmos ligados em updates sobre o filme. Ainda não temos fotos nem videos, vamos torcer para que surjam algumas imagens! Via

Dark Shadows tem previsão de estreia no Brasil para 22 de junho.




via  Johnny  Depp   BR

ADOREI È FATO - Johnny Depp para poucos


Por Carlos Eduardo Lins da Silva em 24/04/2012 na edição 691
Reproduzido do Valor Econômico, 20/4/2012; intertítulos do OI

 Johnny Depp não está acostumado a fracassos de bilheteria. Ele é a estrela de três filmes na lista dos que mais arrecadaram em ingressos em todos os tempos (dois da série Piratas do Caribe e Alice no País das Maravilhas). Mas seu mais recente lançamento, que começa a ser exibido no Brasil neste fim de semana, um projeto em que ele se envolveu com grande paixão e entusiasmo, tem sido um insucesso absoluto em todas as praças. Trata-se da transposição para a tela do romance Rum Diary, do jornalista Hunter S. Thompson, criador e único praticante conhecido do que se chamou de “jornalismo gonzo”, uma forma estilística de escrever tão caótica e criativa quanto a mente de quem a concebeu.
Depp foi amigo de Thompson (morto em 2005) e parece ter certa fixação por ele: já o interpretou em Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas, 1998), derivado de um famoso livro não ficcional (na medida em que não ficção era possível no trabalho dele) do jornalista. Diário de um Jornalista Bêbado, título no Brasil de Rum Diary, por sinal, faz lembrar em diversas passagens Medo e Delírio, que foi dirigido por Terry Gillian (ex-Monty Python e diretor de Brazil - O Filme) e teve Benício del Toro como astro ao lado de Depp. Aliás, os dois filmes também têm similaridades de estilo e conteúdo com outro, mais antigo, também derivado de um livro de Thompson, Uma Espécie em Extinção (Where the Buffalo Roam, 1980), este com Bill Murray no papel do jornalista e Peter Boyle como coadjuvante.
Provavelmente é quase impossível criar alguma coisa muito nova a partir de qualquer texto de Thompson. Não há muito como evitar constantes referências às drogas, que ele usava de forma tão desregrada que é um milagre ele ter sobrevivido até os 67 anos e ao delírio que elas produziam em sua imaginação inflamada.

Humor nada convencional
Ainda mais quando a tarefa de dirigir o filme, como nesse caso, é entregue a outro adepto do uso de substâncias (nesse caso quase exclusivamente álcool) como Bruce Robinson, que estava aposentado como cineasta e Depp tratou de recrutar para este projeto. Robinson, de 65 anos, famoso pelo magníficoOs Gritos do Silêncio (Killing Fields, 1984, baseado na história real de um correspondente de guerra americano no Camboja), pelo qual foi indicado para o Oscar, abandonou o cinema em 1987 após fazer Os Desajustados (Withnail & I), que – não por acaso – se tornou um dos favoritos tanto de Depp quanto de Thompson, em que personagens psicóticos e drogados encenam uma comédia profana que, com os anos, virou cult movie até agora reverenciado em círculos culturais underground.
Em Diário, Depp é Paul Kemp, um repórter parecidíssimo em modos e hábitos com o verdadeiro Thompson, que chega a Porto Rico na década de 1950 para trabalhar num jornal precário, quase absolutamente corrupto, num ambiente de vale-tudo com autoridades, empresários e jornalistas, o qual o jovem e idealista Kemp parece tentar combater, mas de forma tão atabalhoada, em grande parte por causa de sua dependência do álcool e outras drogas, que qualquer possibilidade de êxito, mesmo apenas em termos individuais, parece – e se torna – impossível.
Apesar dos aspectos sombrios de devassidão moral generalizada que a história retrata, trata-se de uma comédia de costumes que, em diversos momentos, consegue ser bastante divertida, e Depp se sai com a costumeira competência. Quem conheceu Thompson diz que o ator consegue recriar sua maneira de falar e andar com perfeição. É um humor anárquico, nada convencional, dele não se pode esperar muita verossimilhança e o exagero dos personagens e na ação trafega numa área de realismo fantástico. Talvez por tudo isso não tenha agradado ao grande público.
As perspectivas de voar sob influência de estimulantes externos
Robinson, que também escreveu o roteiro, reconhece que o resultado não é fiel ao conteúdo do romance de Thompson, mas sim, ao espírito do autor. Talvez por isso, das três adaptações de seus livros para o cinema esta seja a mais cinematográfica e mais fácil de se gostar, não o suficiente, no entanto, para cativar o cinéfilo médio. O Thompson real também foi para Porto Rico em busca de emprego, no início dos anos 60, mas – ao contrário de Kemp – não chegou a trabalhar lá. Ele escreveu Rum Diary logo após ter retornado do Caribe, as lembranças ainda frescas, mas o livro só foi publicado em 1998, aparentemente graças a Depp, que encontrou o manuscrito e convenceu o autor a editá-lo.
Pode-se dizer que Kemp era o Thompson final em fase de formação: ainda tinha alguns ideais, achava que podia melhorar o mundo, mas já estava tão absorvido pelas experiências alucinógenas que os tóxicos proporcionavam que não tinha muito como colocar em pé qualquer projeto estruturado de vida. Em Kemp, ao contrário do Thompson de Medo e Delírio, fato e fantasia ainda estão mais ou menos separados um da outra. Embora Kemp caia com frequência em delírios, ainda parece não ter perdido por inteiro o senso de realidade, como Thompson na sua cobertura de Las Vegas no filme anterior.
Pelo menos é essa a impressão que o filme passa do seu personagem principal. E é possível ter empatia com ele, embora – infelizmente para Depp e apesar de todo o seu esforço – isso não tenha ocorrido com número suficiente de pessoas para impedir a débacle financeira em que o projeto se transformou. Depp fez uma excursão universitária nos Estados Unidos para promover Diário. Mas tudo indica que a juventude americana está atualmente muito mais preocupada com as agruras financeiras que o país e ela própria enfrentam do que disposta – como gerações anteriores estiveram – a ocupar a mente com as perspectivas de quanto ela pode voar sob a influência de estimulantes externos, mesmo que apenas hipoteticamente.
Por isso, provavelmente, Diário de um Jornalista Bêbado fracassou.
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[Carlos Eduardo Lins da Silva é livre-docente e doutor em comunicação pela USP, mestre em comunicação pela Michigan State University e editor da revista Política Externa]

segunda-feira, 23 de abril de 2012

nova foto de Johnny como Tonto


Uma nova foto de Johnny como Tonto nos bastidores de "The Lone Ranger" foi divulgada através do twitter. Confira:




via  Johnny Depp BR

domingo, 22 de abril de 2012

Johnny Depp explica porque Tonto usa um pássaro morto na cabeça


Johnny Depp disse ter se inspirado numa pintura para criar a bizarra caracterização do índio Tonto, seu personagem no filme “The Lone Ranger”.
“Na verdade, vi o rosto de um guerreiro numa pintura de um artista chamado Kirby Sattler e pensei: ‘É isso’. As listras ao longo do rosto, sobre os olhos… Para mim, quase dava para ver as partes separadas do indíviduo. Há uma parte muito sábia, outra torturada e ferida, uma nervosa e rancorosa, e um lado único e compreensivo. A experiência que eu tive foi quase como dissecar um cérebro, analisando as camadas do indivíduo. Essa maquiagem me inspirou”, explicou, em entrevista à revista Entertainment Weekly.
Depp detalhou mais a caracterização e revelou porque seu personagem carrega um pássaro morto na cabeça: “Acontece que Sattler pintou um pássaro bem atrás da cabeça do guerreiro. Para mim, ele estava no topo da cabeça. Aí pensei: ‘Tonto tem um pássaro na sua cabeça, é seu guia espiritual. Está morto para os outros, mas não está morto para ele. Está bem vivo’”, finalizou.
Com a explicação, o ator fez questão de dissipar qualquer comentário sobre as semelhanças entre o visual de Tonto e o de outros personagens interpretados por ele, como o Jack Sparrow da franquia “Piratas do Caribe” e o Chapeleiro Maluco de “Alice no País das Maravilhas”.
“The Lone Ranger” é a adaptação cinematográfica das histórias do Cavaleiro Solitário, famoso cowboy americano criado no rádio nos anos 1930 e que fez sucesso com uma série de TV da década de 1950. A trama gira em torno do homem-da-lei John Reid (Armie Hammer), que sofre uma emboscada e é deixado para morrer no deserto. Ele acaba salvo por um índio chamado Tonto e decide ir atrás dos malfeitores, usando uma máscara pra esconder sua verdadeira identidade.
O longa-metragem é dirigido por Gore Verbinski (“Rango”), que levará às telas um roteiro de Justin Haythe (“Foi Apenas um Sonho”). Este será o quinto filme em que Verbinski dirige Depp, depois dos três primeiros filmes da saga “Piratas do Caribe” e da animação “Rango”.
A aventura atualmente está sendo rodada no Novo México (veja as locações) e chega aos cinemas nos EUA em 31 de março de 2013.


via    Pipoca  Moderna

Johnny Depp brinda o jornalista bêbado






Sem Johnny Depp, não haveria o filme “Diário de um Jornalista Bêbado”, que estreou no Brasil na última sexta-feira (20/4). Na verdade, sem o ator nem existiria o livro no qual o filme é baseado, afinal foi ele quem convenceu o escritor Hunter S. Thompson a publicar o manuscrito, guardado há anos numa gaveta em sua casa.
Depp é conhecido por ter amigos ilustres como Keith Richards, Marilyn Manson e Brad Pitt, mas sua amizade mais forte era com Thompson, jornalista bêbado e drogado da revista Rolling Stone, que ao enrolar uma reportagem, falando mais sobre si mesmo e do que passava por sua cabeça do que do tema encomendado, inventou o jornalismo gonzo e se tornou um dos símbolos do movimento da contracultura nos anos 1960.
Se nos últimos anos o ator vinha se mantendo afastado do glamour, vivendo um cotidiano idílico no interior da França com a atriz e cantora Vanessa Paradis e seus dois filhos, ele já teve um passado mais rock‘n’roll, encharcado de álcool, drogas e algumas confusões. E este foi o requisito básico para se aproximar de Thompson.
Em 1994, Depp curtia férias em Aspen quando soube que um amigo seu conhecia o escritor, que morava na cidade. Ele implorou para que fossem apresentados. Thompson aceitou e pouco mais tarde entrou na taverna, como naquelas cenas típicas de filme de faroeste, onde só é possível enxergar a silhueta da pessoa em frente à porta. Depp jura que viu faíscas saltarem enquanto o sujeito se aproximou com sua voz rouca e disse: “Olá, meu nome é Hunter”.
Os dois conversaram, beberam, conversaram e beberam mais, e no meio da madrugada eles estavam atirando com uma espingarda em garrafas de gasolina na casa de Thompson, provocando pequenas explosões. “Acho que foi meu rito de passagem com Hunter. Acho que foi meu teste”, relembrou nostálgico o ator, em entrevista recente.
Depp, pelo jeito, foi aprovado e eles viraram amigos inseparáveis, de charutos, uísques e loucuras. “Hunter sentia a necessidade de vaguear. Ele me ligava e dizia: ‘Coronel – que é como ele costumava me chamar –, Coronel Depp, preciso de você em Havana por uma semana’”. O ator sabia o tamanho da insanidade que estaria por vir, mas era impossível recusar.
Em 1997, o “coronel” instalou-se na casa de seu amigo e ídolo para uma importante pesquisa: ele iria interpretar o próprio escritor no filme “Medo e Delírio” (1998), uma adaptação de seu livro, “Medo e Delírio em Las Vegas – Uma Jornada Selvagem ao Coração do Sonho Americano”. Eles estavam na “Sala de Guerra”, o porão da casa de Thompson, fuçando em suas antigas coisas, quando Depp praticamente tropeçou numa caixa de papelão velha, com um manuscrito com título em letras vermelhas: “The Rum Diary”.
Tratava-se de uma ficção baseada nas próprias memórias do escritor, que foi trabalhar em um jornal de Porto Rico nos anos 1960. O texto foi escrito há quase meio século, mas jamais foi publicado. Thompson tinha um certo problema de aceitação e nunca acreditou que foi reconhecido no meio literário. Ele chegou a datilografar o clássico “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgeral, diversas vezes só para conhecer a sensação de ter escrito uma obra-prima.
Quando Depp encontrou o manuscrito, sentou-se com as pernas cruzadas ao lado de Thompson e começou a ler, e ficou inconformado como aquele texto ficara enterrado no porão por décadas. “Você está maluco, Hunter, isso aqui é muito bom! Por que você não publica isso?”, questionou o ator. “Sim, tudo bem, mas acho que devemos fazer um filme. Vamos fazer isso juntos, nós dois”, respondeu o pai do jornalismo gonzo. “Sim, mas vamos publicá-lo primeiro”, Depp retrucou.
O livro foi publicado, mas sua transposição para o cinema foi constantemente adiada, com o ator cada vez mais requisitado em Hollywood, principalmente a partir de 2003, com o estouro de “Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra”. Em 2005, no entanto, Hunter sofria cada vez mais dores causadas por um punhado de doenças e suicidou-se sem qualquer aviso, com um tiro na cabeça.
O fato, é claro, chocou Depp. “Você fica o amaldiçoando, pensando: ‘Qual é, cara, pelo menos um último telefone, ou uma brincadeira antes de ter feito”, lamentou o ator, ao jornal Daily Record. Ele ressalta, no entanto, que a morte por suicídio seria a mais coerente para Thompson. “Ele ditou a maneira como viveu e a maneira como morreu”, conformou-se.
Mas Hunter fez, sim, uma última brincadeira antes de estourar os miolos. Seu último desejo era ser cremado e ter suas cinzas disparadas para a estratosfera por um canhão gigante, de 45 metros de altura, com fogos de artifício e ao som de “Mr. Tambourine Man, de Bob Dylan. “Ele sabia que eu era o único suficientemente estúpido e insano para fazer isso acontecer”, brincou o ator, de forma melancólica. “E nos manteve ocupados enquanto não pensávamos na morte de um amigo”.
Depp realmente bancou a extravagante cerimônia de despedida, mas jamais se esqueceu do amigo e diz que ainda sente falta de seus telefonemas às três da manhã, irritado com alguma partida de futebol ou apenas para comentar alguma nova marca de bebida. Mas o ator, de certa forma, já sabia que o espírito de Hunter era tão forte que atormentava outras pessoas até quando o escritor ainda estava vivo.
No primeiro dia de filmagens de “Medo e Delírio”, em 1997, Depp recebeu uma ligação de Bill Murray, que interpretou o alter ego de Thompson em “Uma Espécie em Extinção” (1980). Era um aviso: “Tenha cuidado ao interpretar Hunter, porque ele nunca mais sairá da sua cabeça. Ele nunca vai embora”, dizia Murray. “E nada foi mais verdade do que isso. Ele está comigo todos os dias”, disse Depp. “Quero dizer, literalmente. Eu ponho minha cabeça no travesseiro e penso nele. Ao acordar de manhã, penso nele”.
Thompson também esteve “presente” durante as filmagens de “Diário de um Jornalista Bêbado”, em 2009. Todas as manhãs, Depp separava uma cadeira e deixava ao seu lado um maço de cigarros Dunhill e uma garrafa de Chivas Regal, com um copo cheio.
“Todo mundo estava lá por Johnny (Depp) e Jonny estava lá por amor àquele homem”, comentou Aaron Eckhart (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”), que estrela o filme. “Isso era palpável no set, com seu sacramento diário àquela cadeira de Hunter”. Amber Heard (“Fúria Sobre Rodas”) faz coro. “É um projeto de paixão e isso me fez confiar ainda mais no material. Foi um passeio selvagem”.
Para dirigir a história do jovem jornalista que chega a Porto Rico e encontra uma América Latina invadida pela corrupção do capitalismo americano, Depp convocou Bruce Robinson (“Como Fazer Carreira em Publicidade”), que vivia tranquilo numa fazenda na Inglaterra e não comandava um filme havia 20 anos. Sob a benção do ator/produtor, Robinson elaborou um roteiro que não era extremamente fiel ao livro em seu texto, mas sim ao seu espírito – o diretor calcula que apenas umas duas frases sejam exatamente igual à fonte literária.
Até porque todos sabiam que, com Johnny Depp interpretando seu amigo Hunter S. Thompson, a fidelidade já estava praticamente garantida. “Não há nada mais delicioso do que ver um ator desempenhar um papel no qual ele coloca tudo de si”, comemorou o produtor Graham King, ao Sydney Morning Herald. “Não estou dizendo que ele não faz isso nos outros filmes, mas este era diferente. Não era só um trabalho para ele”.
“Diários de um Jornalista Bêbado” não foi exatamente um sucesso de crítica e acabou praticamente ignorado pelo público americano, mas transformar o filme num sucesso de bilheteria nunca foi o objetivo de Depp, assim como também não era o do autor do livro.
“Johnny é Hunter em muitos aspectos. Hunter propôs fazer algo que ninguém havia feito antes e sinto que Johnny faz isso de diversas formas”, teorizou a belíssima Amber. “Ele está fazendo exatamente o que quer fazer e acho maravilhoso e importante lutar pelos projetos que ele sente terem integridade artística”. Hunter S. Thompson provavelmente brindaria a isso.

via   Pipoca  Moderna

AS MIL FACES DE JOHNNY DEPP

JOHNNY DEPP

JOHNNY DEPP

HUMOR DA NAHH

The current mood of nahh at nahh