sábado, 27 de maio de 2017

Piratas do Caribe | Como Johnny Depp enfrentou a Disney para criar o Capitão Jack Sparrow

Produtora tentou substituir o ator e cogitou demiti-lo durante as filmagens do primeiro longa






Jack Sparrow, ou melhor, O CAPITÃO Jack Sparrow se tornou um dos maiores personagens da história do cinema. Pela quinta vez, Johnny Depp interpreta seu papel mais famoso em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar e a franquia se tornou uma das maiores potências da Disney ao longo dos anos. O sucesso do longa está muito ligado a criação do ator, porém ele teve de bater de frente com a produtora para justificar suas escolhas e quase acabou demitido durante as filmagens do primeiro filme.
Na época, a Disney tentava emplacar um longa baseado nas atrações de seu parque, porém nenhum havia sido bem sucedido. Tower of Terror foi feito direto para televisão e não foi bem visto pela crítica; Missão: Marte mal se pagou e The Country Bears foi um fracasso gigantesco. Então, a empresa precisava de um sucesso e esperava que o longa baseado nos piratas pudesse ser a luz no fim do túnel.
O projeto era um sonho antigo do roteirista Stuart Beattie, que passou anos tentando convencer a companhia a fazer o filme. Quando finalmente recebeu o sinal verde no início dos anos 2000,escreveu um roteiro sobre piratas amaldiçoados e tinha apenas um nome em mente para o personagem principal: Hugh Jackman. “Eu inicialmente escrevi o personagem com ele na cabeça. Por isso o nome Capitão JACK Sparrow”, afirmou ao Pop Tarts (Via Fox News).
Contudo, Jackman não era a estrela que é hoje e a Disney decidiu escalar um nome mais famoso e convidou personalidades como Jim Carrey e chegou a considerar Christopher Walken, até Johnny Depp aceitar o papel. Na época, ele tinha a fama de ser um dos melhores atores alternativos de Hollywood por conta de filmes como Edwood, Medo e Delírio em Las Vegas A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas nunca havia estrelado um grande blockbuster. Mesmo com a pressão de fazer um grande filme, Depp decidiu que não fugiria a sua principal característica e optou por fazer escolhas arriscadas para criar o personagem.
 
Durante sua pesquisa para o filme, ele começou a ler sobre os piratas do século 18 e chegou à conclusão que eles eram o relativo aos rock stars da nossa época e, por isso, basearia sua performance naquele que considera a maior de todas as estrelas do rock: Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Depp baseou toda a sua caracterização no músico e uma das suas primeiras atitudes foi colocar ouro nos dentes da frente. Porém, a visão de Depp era completamente diferente do que os produtores do filme imaginavam.
Jerry [Bruckheimer, produtor] ficou ligeiramente desconfortável e os executivos não ficaram exatamente animados com isso”, afirmou Depp ao Los Angeles Times. Os executivos não gostaram do visual, mas quando viram ele atuando foi quando ficaram verdadeiramente desesperados. Depp fez um personagem que parecia estar embriagado o tempo todo e não sabiam como lidar com ele em um filme infantil. Então, eles começaram a questionar seu trabalho. “Começaram a chegar perguntas como ‘Sua [atuação] é de um bêbado? Ele é gay?’ E tudo o que eu podia dizer era: ‘Vocês não sabiam que todos os meus personagens são gays?”, afirmou em tom bem humorado durante o AFI Festival em LA (Via USA Magazine).
A Disney começou a ficar irritada com a performance, mas o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Gore Verbinski estavam confiantes no trabalho do ator, especialmente porque Orlando Bloom interpretaria o herói clássico e batalharam para manter Depp. Contudo, Michael Eisner, CEO e presidente da Disney na época, estava inconformado e proclamou que ele estava arruinando o filme. “Eu esperava ser demitido e recebi um telefonema do alto escalão da Disney, que foram corajosos o suficiente para me perguntar, ‘Que p... você está fazendo?’... eles disseram que iriam colocar legendas nas minhas falas, uma vez que não entendiam nada do Capitão Jack”, disse a Vanity Fair.
A pressão não parava e a cada dia chegavam reclamações de sua criação. Então, o ator perdeu a paciência e bateu de frente com os executivos. “Eu disse: ‘Olha, essas são as minhas escolhas. Vocês conhecem o meu trabalho. Então, ou confiem em mim ou me demitam’. E, por sorte, eles não demitiram”, disse ao Los Angeles Times.
Eventualmente, os executivos pararam de pressionar por uma possível mudança e aceitaram as escolhas do ator. A tensão era grande para o lançamento do longa, mas a surpresa dos executivos da Disney foi maior ainda. A aventura foi um dos maiores sucessos de 2003 e somou mais de US$ 654 milhões ao redor do mundo. A atuação de Depp foi elogiada pela crítica e o personagem se tornou um dos favoritos do público, rendendo ao ator sua primeira indicação ao Oscar.
O longa deu origem a uma franquia e Depp reprisou seu papel em mais quatro sequências, sendo que o quinto filme, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, estreou neste dia 25 de maio no Brasil. O pirata virou o personagem mais marcante da carreira do ator, foi incluído na atração dos parques da Disney e entrou de vez para história do cinema.  “Provavelmente foi o filme mais importante que já fiz, somente em termos de transição para mim”, finalizou à CNN (Via Daily Mail).
Atualmente, Depp se vê envolto a polêmicas com sua ex-mulher, acusações de usar escuta para não precisar decorar suas falas e já não tem a mesma força na bilheteria que no passado. Porém, no início dos anos 2000 ele era um dos atores que mais arriscava no mercado e sua criatividade criou um dos personagens mais marcantes do cinema. 


via  OMELETE

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