terça-feira, 30 de maio de 2017

Crítica | Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Em 2003 surgia Piratas do Caribe. O filme chamou a atenção por seus efeitos visuais incríveis para a época, um protagonista que se provou um personagem extremamente carismático e uma aventura cheia de um humor que ficava no limite do politicamente correto. O sucesso acabou resultando sequências, que foram ficando mais fracas a cada longa.
A verdade é que se você já viu qualquer filme da franquia, sabe exatamente o que esperar de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar. Isso não seria tão ruim, se não continuassem reciclando conceitos e piadas dos longas anteriores sem trazer nenhum conteúdo novo. Infelizmente, este é o caso, o que é uma pena, já que sempre esperamos algo mais quando falamos da Disney.

A origem da lenda

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O longa começa com o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) em uma maré de azar. Quase sem tripulação e com um navio em frangalhos, já que seu Pérola Negra foi selado em uma garrafa em Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, o pirata já não tem mais a glória que o transformou em lenda.
Mas os problemas só estão começando: seu primeiro grande inimigo, o capitão espanhol Salazar (Javier Bardem), conseguiu fugir da caverna onde ele e sua tripulação foram amaldiçoados e se tornaram espectros presos no momento de suas mortes.
Para se salvar, Jack precisará se juntar com Henry Turner (Brenton Thwaites), filho de Will Turner e Elizabeth Swan que quer quebrar a maldição de seu pai, e Carina Smyth (Kaya Scodelario), uma jovem astrônoma que quer descobrir mais sobre seu passado, em busca do lendário Tridente de Posseidon, uma relíquia que controla todo o poder do mar.

A fórmula de sempre

A fórmula e a execução dos eventos são os mesmos de sempre. Na busca do artefato, o grupo acaba se encontrando em diversas situações inusitadas, com piratas se aliando e se traindo o tempo todo, soluções inesperadas e muitas piadas e trocadilhos, algumas que funcionam, mas a maioria não mais.
Um dos momentos mais engraçados acontece com a aparição de um pirata peculiar interpretado por Paul McCartney. A participação é curta e totalmente gratuita, mas bastante divertida, o que chega a contrastar um pouco com o resto do filme.
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Paul McCartney em participação especial

Em águas paradas

Se o ex-membro dos Beatles fez uma atuação divertida, o mesmo não pode ser dito de praticamente todos os outros personagens. Até Jack Sparrow e Hector Barbossa (Geoffrey Rush) que costumavam ser carismáticos, estão mais desinteressantes do que nunca, com ambos os atores interpretando de forma automática. O novo casal de “mocinhos” também não cativa muito.
O vilão Salazar é um pouco melhor, tanto pela atuação de Javier Bardem quanto pelos belos efeitos visuais que acompanham o personagem, mantendo o capitão espanhol em um eterno estado de morte e afogamento.
Aliás, os efeitos especiais são um dos pontos altos do filme, com visuais bem legais não apenas em Salazar e sua tripulação, mas em todo o longa. Até fizeram uma versão jovem de Jack Sparrow, que deixa a desejar em alguns momentos por conta da animação, mas que em geral foi bem utilizada.
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MEN TELL NO TALES
No fim, este é um filme pipoca bem mediano que vai divertir aqueles espectadores menos exigentes e crianças em geral, com algumas cenas engraçadas e efeitos visuais bonitos. Mas esta também é uma produção que não precisava ter sido feita.
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar apenas mostra que a franquia está cansada, algo que já podia ser percebido em filmes anteriores. O longa acaba trazendo mais do mesmo, inclusive piadas que já tinham perdido a graça há algum tempo e personagens que não são mais tão interessantes.

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