sábado, 28 de janeiro de 2017

Filha de Johnny Depp, Lily-Rose faz sucesso nas telas e diz que entrou no cinema por 'pura farra'

Jovem acaba de ser indicada ao César, o Oscar francês, na categoria revelação feminina



ENEZA - Nascida na França e criada em casas e escolas em Paris e Los Angeles, Lily-Rose Depp tem sabido tirar proveito da dupla nacionalidade e do círculo de amizades dos pais famosos, o ator americano Johnny Depp e a cantora, compositora e atriz francesa Vanessa Paradis. Aos 17 anos, a jovem modelo e atriz, que entrou para o cinema “por pura farra”, há pouco mais de um ano, e que fechou o desfile de alta-costura da maison Chanel ao lado do estilista Karl Lagerfeld, na última terça-feira, fala com propriedade de adulta das virtudes e defeitos de viver e trabalhar entre duas culturas.
— Los Angeles e Paris são cidades bem diferentes, que te oferecem experiências de vida distintas e excitantes. Mas ambas podem ser sufocantes, cada uma a seu jeito, depois de algum tempo. Tenho a sorte de poder escapar de uma para outra sempre que necessário — comentou Lily-Rose durante o Festival de Veneza, onde foi promover “Planetarium”, seu mais recente trabalho como atriz, e pelo qual acaba de ser indicada ao prêmio César, o Oscar francês, na categoria revelação feminina. — De qualquer forma, sou conectada com os dois lados da minha nacionalidade: em Los Angeles, me sinto uma americana; em Paris, sou uma francesa.
Além da semelhança física com a mãe, Lily-Rose compartilha com ela o gosto pela moda. A adolescente guarda com carinho as fotos de bebê em que usa os escarpins Chanel de Vanessa, que virou garota-propaganda da grife em 1991. Desde muito cedo, portanto, virou protegée de Karl Lagerfeld, que há tempos a preparava para colocá-la na casa — o primeiro passo se deu em 2015, quando Lily passou a promover a linha de óculos da marca. Apesar de frequentar os sets dos filmes do pai desde criança, ela só foi mordida pelo bicho da atuação depois de fazer uma pequena ponta em “Tusk” (2014), dirigido por Kevin Smith (“Procura-se Amy”), ainda inédito no Brasil.
ISADORA DUNCAN
Lily-Rose Depp e Natalie Portman - Divulgação
— Só participei daquele filme por causa da minha amiga Harley (Quinn Smith), que é filha do Kevin, que é amigo do papai. Antes, nunca havia passado pela minha cabeça que poderia ser atriz. Quando acompanhava alguma filmagem, eu ficava mais interessada nos bastidores, curiosa em saber como as coisas eram feitas. O que começou como uma brincadeira acabou virando uma paixão — explicou Lily-Rose, que prefere construir seu caminho sem recorrer aos conselhos dos pais, divorciados desde 2012. — Não quero ser um fardo para eles. Ao mesmo tempo, eles evitam dar palpites. Ficam felizes apenas em dizer “dê o melhor de si”.
Muita coisa aconteceu com Lily-Rose desde aquela brincadeira no set de “Tusk”. Se antes dividia os holofotes com os pais, agora é uma celebridade solo, com direito a milhões de seguidores no Instagram. Não demorou muito para aparecerem novos convites para filmes: em “La danseuse”, da francesa Stéphanie Di Giusto, sobre a dançarina Loie Fuller, também inédito por aqui, ela interpreta o ícone da dança Isadora Duncan (1878-1927); já em “Planetarium”, da polonesa Rebecca Zlotowski, ela encarna uma jovem com poderes mediúnicos, usada como atração teatral pela irmã mais velha, uma ilusionista, na Paris do início do século XIV.
No filme de Rebecca, que estreia no Brasil em março, ela divide a cena com Natalie Portman, ganhadora do Oscar por seu desempenho em “Cisne negro” (2010). Foi a atriz americana de 35 anos, a primeira a entrar para o projeto, que sugeriu o nome de Lily-Rose para o papel. Ela enxergou semelhanças físicas com a jovem aspirante a atriz, o que seria de grande ajuda na caracterização das duas como Laura e Kate Barlow, as duas irmãs que tentam ganhar a vida no mundo do entretenimento europeu e acabam trabalhando para um produtor de cinema visionário.
— A verdade é que Lily-Rose acabou se revelando dona de um talento genuíno, uma profissional dedicada — elogiou Natalie em Veneza.
— O que gosto na Kate, a minha personagem, é a sua ingenuidade meio infantil. Mas, ao mesmo tempo, ela também sabe reconhecer as malícias do mundo dos adultos — resumiu Lily-Rose, que namora o também modelo Ash Stymest, de 25 anos, um relacionamento que tem dado tanto pano para manga quanto sua carreira nas passarelas ou nas telas. — Sei o que é estar eternamente sob o escrutínio popular, mas estou determinada a investir no meu trabalho como atriz. Cada filme é uma experiência nova, um aprendizado nessa direção. (C.H.A)
TRÉS CHANEL
Ser uma mocinha de 17 anos com uma indicação ao César no currículo não deve ser pouca coisa, ainda mais nesses dias em que muitas delas sonham mesmo é com uma plataforma virtual para chamar de sua. Mas Lily-Rose Depp foi além, conquistando um espaço bem real no círculo de mulheres mais invejado do mundo da moda: ela é uma das darlings de Karl Lagerfeld, o diretor-criativo da Chanel que vira e mexe alavanca meninas ao status de celebridade cool.
Lily-Rose Depp e Karl Lagerfeld na alta-costura verão 2017 da Chanel - Francois Mori / AP

Mas a relação de Lily-Rose Depp com a maison é antiga. Sua mãe, a cantora e atriz francesa Vanessa Paradis, foi o rosto do perfume Coco durante anos (lembram dela no filme de Jean Paul Goude, trancada dentro de uma gaiola e se balançando num trapézio com o vidrinho da fragrância?), além de ter posado para campanhas da joalheira, das bolsas Cambon, Coco Cocoon e New Mademoiselle e do batom Rouge Coco. Hoje, Vanessa continua levando o famoso sorriso de dentes separados para a primeira fila dos desfiles da marca, mas é a filha quem está no backstage, a serviço da Chanel. Como a mãe, Lily-Rose já tem alguns trabalhos para a maison: fotografou a linha de eyewear, em 2015; entrou ao lado da amiga Lily Collins no cassino montado para o desfile de alta-costura do outono/inverno 2015-2016; abriu o show de pre-fall 2017. Ah, sim, atualmente ela é o rosto do Chanel N.5 L’Eau e, na última terça-feira, fechou o desfile couture da grife de braços dados com Lagerfeld.
Se ela se intimidou? Claro que sim. Estamos falando de Karl Lagerfeld e da Chanel — a persona e a instituição mais emblemáticas da moda. Mas Lily-Rose também reconhece no designer um gentleman.
“Muita gente pensa que é intimidador trabalhar com Karl porque ele é um ícone, uma presença. De certa maneira, ele é tudo isso. Mesmo que eu já o conheça há tantos anos. Mas ele é um dos homens mais gentis que já vi. É verdadeiramente inteligente e criativo. Quer trabalhar com você, quer saber o que cada um tem a contribuir. É mesmo uma parceria,” afirmou ela em entrevista à revista “InStyle”. A dupla tem funcionado bem: além de tê-la elevado à categoria de musa, Lagerfeld fotografou Lily-Rose para a edição francesa da revista “Elle” e aceitou ser clicado ao lado dela para a capa da “Vogue” Paris (OK, nesse caso, o fotógrafo era o designer e discreto-mor Hedi Slimane. Mesmo assim...).

Lily Rose-Depp faz parte de uma nova geração de modelos que podemos chamar de “as filhas de”, sem o risco de cair no pejorativo. Antes dela vieram Georgia May Jagger (cujos pais são o Rolling Stone Mick Jagger e a top Jerry Hall) e Amber Le Bon (filha da modelo Yasmin Le Bon e do vocalista do Duran Duran Simon Le Bon). Hoje, a moda anda de queixo caído por Kaia e Presley Gerber, filhos de Cindy Crawford; e Lily McMenamy, filha da top Kirsten McMenamy. Kate Moss e a filha Lila Grace posaram para a capa da “Vogue” Itália, em junho de 2016. Essa, se decidir ser modelo, já tem sucesso garantido.


via Ela


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