quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grandes Filmes do Johnny Depp: http://migre.me/Z3nX por Jose Luis Pedroso do site @grandesfilmes

Ótima cinebiografia de uma das figuras mais estranhas da história do cinema, o diretor, roteirista, ator e produtor Ed Wood, o "pior diretor de todos os tempos".

Edward D. Wood Jr., muito bem interpretado por Johnny Depp, era um homem apaixonado por cinema. Fã de Orson Welles, ele achava que um dia iria lançar o seu próprio Cidadão Kane e, para isso, fazia de tudo para conseguir escrever e filmar suas fitas.

Ao conhecer o velho e decadente Bela Lugosi, interpretado por Martin Landau, finalmente vê a chance de lançar seus filmes. Utilizando o nome do antigo astro dos filmes de terror, ele consegue patrocínio para suas obras.





O único problema é que ele escreve histórias medíocres, com tramas infantis e sem sentido, recheadas de clichês e diálogos pomposos. Para piorar, sua direção é patética. Ele não se preocupa em repetir as cenas, guiar atores e nem mesmo com a continuidade da fita. Parece sempre tão maravilhado com sua própria criação que está acima destas coisas técnicas. Tudo isso faz com que seus filmes, pretensamente sérios e cheios de mensagens edificantes, tenham aquele inconfundível ar de comédia involuntária.





Tim Burton se preocupou em nos passar a impressão de estarmos dentro do processo de criação de Ed. Diversas cenas “clássicas” dos filmes do diretor são recriadas por Burton, sempre com uma precisão incrível, incluindo seus erros primários (como começar a filmar de dia e continuar à noite).

Depp, que em 1994 ainda era visto com desconfiança por muita gente, personifica com perfeição o ingênuo criador. Era o seu segundo trabalho com Tim Burton, naquela que é uma das mais conhecidas e prolíficas parcerias do cinema atual. Não dá para não se identificar com o Wood de Johnny, que faz com que fiquemos torcendo para que ele consiga terminar suas fitas bizarras. Ainda hoje tenho problemas para pensar no rosto do verdadeiro Ed Wood, sempre vem o Depp na cabeça, sem os dentes da frente, obviamente.





No entanto, apesar do filme todo estar redondo, nada se compara à interpretação de Martin Landau. Vencedor do Oscar de melhor coadjuvante. Landau faz um Bela Lugosi destruído pela heroína, mas ainda orgulhoso de sua antiga carreira. Um homem cheio de mágoa, que odeia Boris Karloff (que fez a criatura em Frankenstein) e que encontra na empolgação de Ed Wood um alento para seu fim de carreira.

Burton acertou em fazer a fita em preto e branco e dar um ar meio trash a ela, mas sem nunca cometer os erros que deixaram Edward D. Wood Jr. famoso. Os créditos são perfeitos, remetendo ao do filme Plano 9 do Espaço Sideral. Além disso, apesar de não ser uma história muito feliz, o filme tem um certo ar de comédia que o torna ainda mais agradável. A trilha sonora e os efeitos também ajudam, nos remetendo aos filmes B da década de 50. Uma verdadeira homenagem.

Dá vontade de parar tudo e correr para assistir às pérolas de Wood (o que eu fiz, por sinal).

Imperdível.

Acesse o blog dos Grandes Filmes e saiba tudo sobre cinema.

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