domingo, 21 de março de 2010





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Os bonecos Katkiller são feitos de tecidos variados e confeccionados à mão, um a um, tornando cada peça única e exclusiva. Os bonecos medem aproximadamente 52 cm de altura, pesam em torno de 230 gramas. O enchimento é antialérgico e a face silkada e/ou pintada com tinta acrílica.

P.S.:Os bonecos podem ser comprados diretamente no site Katkiller e são um produto brasileiro.

Massacre que marcou a luta contra o Apartheid faz 50 anos

Repressão a uma manifetação contra lei racista matou 69 pessoas.
Massacre de Shaperville alertou o mundo para as crueldades do regime.
Marta Reis De Joanesburgo, especial para o G1



Hoje com 69 anos, o aposentado Nehemiah Tsoane era apenas um jovem estudante quando, há 50 anos, o distrito onde morava, ao sul de Joanesburgo, foi marcado por uma das maiores tragédias da história da África do Sul. Tsoane estava entre os 20 mil negros que na manhã do dia 21 de março de 1960 deixaram suas casas em direção à delegacia local de Sharpeville para protestar contra a discriminatória Lei do Passe, que obrigava todos os não-brancos a portarem uma caderneta (passe), onde constava sua cor, etnia, profissão, situação na receita federal e que restringia o acesso aos bairros brancos da cidade.

Foto: AFP

Os feridos reunidos em Sharpeville, perto de Vereeniging, onde pelo menos 180 negros africanos, a maioria deles mulheres e crianças, ficaram feridos e 69 foram mortos pela polícia sul-africana (Foto: AFP)

Mais de 20 mil pessoas se aglomeraram na delegacia de Sharpeville. Era para ser uma manifestação pacífica, mas um grupo de policiais, sem saber como controlar a multidão, abriu fogo contra os manifestantes, matando 69 e ferindo mais de 180, incluindo mulheres e crianças.

  • Aspas Não podíamos caminhar sequer cem metros sem esse maldito passe. Se um policial visse, era cadeia na certa"
O episódio ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville. Hoje a data é feriado político, quando se comemora o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

Lei do Passe
Na época, o país vivia sob o sistema do Apartheid, e a Lei do Passe concedia a polícia o direito de prender quem fosse flagrado na rua sem a caderneta de identificação.

Após o massacre, onda de protestos tomou conta do país (Foto: AFP)

“Não podíamos caminhar sequer cem metros sem esse maldito passe. Se um policial visse, era cadeia na certa. Para entrar num bairro branco depois das dez da noite, era necessário pedir uma autorização especial ao governo”, lembra Tsoane.

A resposta dos negros veio num boicote organizado por partidos de esquerda, que estimulou a população a deixar o passe em casa e caminhar até um posto policial para se entregar voluntariamente.

Fora da África do Sul, o massacre teve grande repercussão na imprensa internacional, e o Apartheid foi condenado pela maioria dos países como um sistema violento e racista. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.


  • Aspas Deixei o local por algumas horas e quando voltei presenciei aquela cena horrorosa. Era sangue por toda parte e muitas ambulâncias"
Tsoane nunca mais esqueceu aquele dia de terror. “Eu escapei porque fui ao centro da cidade comprar algo para comer. Deixei o local por algumas horas e quando voltei presenciei aquela cena horrorosa. Era sangue por toda parte e muitas ambulâncias”, lamenta o aposentado.

O massacre de Sharpeville ocorreu 12 anos após a criação da política oficial de segregação racial – o Apartheid - pelos brancos africâneres, em 1948, e soou como um alerta à comunidade internacional para as crueldades a que eram submetidos os negros sul-africanos.

Estado violento
De acordo com o professor de política da Universidade de Joanesburgo, Piet Croucamp, após o incidente, o Apartheid deixou de ser encarado apenas como um sistema político opressor, mas como um Estado violento.


  • Aspas O massacre precedeu uma série de manifestações pelo país e deflagrou uma guerra entre população civil e Estado"
“O massacre marcou uma mudança de posicionamento principalmente dentro do país, pois precedeu uma série de outras rebeliões importantes nas periferias. Podemos dizer que ele deflagrou uma guerra entre população civil e Estado”, analisa Croucamp.

Mesmo assim, Tsoane ressalta que pouco mudou, na prática, para os negros nos anos seguintes ao massacre. “A diferença foi que podíamos procurar emprego sem precisar carregar o passe. Também não houve certo relaxamento dos policiais, mas a caderneta continuou a existir".

Oficialmente, ela só foi extinta em 1986, e apenas no início dos anos 90 foi definitivamente substituída pela carteira de identidade usada atualmente. De lá pra cá, a África do Sul mudou muito.

O país - que em junho vai sediar a Copa do Mundo de futebol - assistiu a chegada de Nelson Mandela ao poder em 1994, acompanhou a formulação de uma nova Constituição Nacional que abraça todas as raças e etnias, e mantém eleições presidenciais de cinco em cinco anos. É hoje um dos maiores exemplos de Estado livre e democrático dentro do continente africano.

“Somos um país completamente diferente. Ainda moro em Sharpeville, mas por opção própria. Se tivesse dinheiro, poderia comprar uma casa no centro da cidade ou em qualquer outro lugar que desejasse. Quem decide para onde vou sou eu”, comemora Tsoane.

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Ayrton Senna: 50 anos em cinco histórias Da seriedade nas férias com o jet ski ao hambúrguer na Disney japonesa, personalidades contam detalhes dos bastidores da rotina do tricampeão

A trajetória de Ayrton Senna na Fórmula 1 não é apenas uma referência para os fãs de automobilismo – é também um exemplo para quem pretende trilhar uma carreira nas pistas. O dia a dia e os bastidores da rotina de Senna, no entanto, ainda têm histórias pouco conhecidas. Neste domingo, quando o tricampeão completaria 50 anos de vida, o GLOBOESPORTE.COM revela cinco depoimentos sobre o piloto, narrados por cinco personalidades ligadas a ele.

Confira uma galeria com as melhores imagens da carreira de Senna

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Ayrton Senna (à direita, ao fundo) curte um momento de folga almoçando em uma churrascaria

Hambúrguer na Disney
Por Rubens Barrichello, piloto da Williams na Fórmula 1

"Uma das minhas histórias com ele aconteceu em 1994, no Japão (durante o GP do Pacífico, segunda etapa daquele ano). Fui procurar algo diferente para fazer e decidi ir à Disney. Estava com o meu ex-empresário Geraldo Rodrigues. O Ayrton estava indo fazer outra coisa e perguntou: 'Posso ir com vocês?', como se fosse atrapalhar (risos). O engraçado é que ele tinha uma vida regrada e, lá na Disney, não havia mais nada para comer a não ser hambúrguer. Então, a gente estava decidindo se iria embora e ele falou que queria hambúrguer e comeu dois! Era como se ele não tivesse tempo para se divertir e comer um hambúrguer."

A maestria na chuva surgiu de uma derrota

Nasce o Rei da Chuva
Por Viviane Senna, irmã e presidente do Instituto Ayrton Senna

"O Ayrton ainda corria de kart e estava ganhando uma corrida em Interlagos, quando começou a chover. Por causa da pista molhada, ele saiu da pista e ficou muito frustrado. Depois disso, cada vez que chovia em São Paulo, o Ayrton ia para qualquer canto da cidade com o kart e ficava treinando até escurecer. Quando chegava em casa, ele parecia um pinto molhado. E fez isso milhões de vezes. Por isso, ele virou o Rei da Chuva. Certamente ele não teria esse manejo todo se não tivesse perdido e reagido. O Ayrton teve de enfrentar o problema e colocar todo seu potencial à prova. Ele foi perseverante e desenvolveu a habilidade que estava latente. Na Fórmula 1, quando chovia, todo mundo ficava animado. Aquela que seria a primeira vitória aconteceu nestas condições, em Mônaco, quando o Alain Prost levou após a corrida ser interrompida."

Bruno, ainda menino, com o tio Ayrton


Competição até no jet ski
Por Bruno Senna, sobrinho e piloto da Hispania na Fórmula 1

"Pessoalmente, eu me recordo das férias que passávamos em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Nos divertíamos muito nos fins de ano, principalmente brincando de jet ski. Como eu era pequeno e bem mais leve, levava vantagem nos pegas. Como ele não gostava de perder nem para o sobrinho, estava sempre mexendo no motor para andar mais rápido."


‘Joga no 19!’
Por Reginaldo Leme, comentarista de Fórmula 1 da Rede Globo

"Eu me lembro que em 1984, no GP de Mônaco, quando chegamos do Brasil, fomos jantar com o Alex Hawkridge, o dono da Toleman (equipe de Senna naquela temporada). Só eu, o Ayrton e ele. Aí o Ayrton me apresentou para o cara como jornalista brasileiro, mas falou assim: ‘É o mais respeitado jornalista brasileiro de automobilismo. Além disso, é uma pessoa em quem posso confiar muito’. Nunca me esqueci disso. Inclusive, nesta noite, nós fomos jogar no cassino, e o número da Toleman era 19. Então, ele ficava falando assim: ‘Joga no 19! Joga no 19, que eu vou barbarizar nesta corrida!’ Nós nos divertimos jogando e, no fim das contas, entre ganhos e perdas, ainda saímos no lucro."

Tony Kanaan (com o troféu) ao lado de Senna

Truques no kart
Por Tony Kanaan, piloto da Andretti Autosport na Fórmula Indy

"Lembro muito desse dia no kartódromo dele. Eu tinha feito a pole position, mas minutos antes de largada ele inventou de inverter o grid. Por isso, larguei em último. Até então, ninguém sabia que ele ia correr. Ele deu uma volta de apresentação com um Kadett branco conversível, pegou o kart e grudou atrás do meu na largada. Assim, fui passando um por um, com ele colado em mim. Fizemos a ‘rapa’ naquela prova e consegui ganhar a corrida, na frente dele. Com certeza, foi um momento mágico na minha carreira, que estava só iniciando. Até hoje eu tenho esse troféu na minha sala. Está ao lado da taça de campeão da Indy de 2004. Ele sempre fez falta nas pistas, mas está presente em nossa lembrança."


sábado, 20 de março de 2010

Penélope Cruz estará em continuação de 'Piratas do Caribe' Atriz viverá a filha do inimigo do Capitão Sparrow.

Penélope Cruz: papel em "Piratas do Caribe" (foto de arquivo)

Penélope Cruz estará na continuação de "Piratas do Caribe". Em entrevista ao canal MTV, o produtor Jerry Bruckheimer contou que a atriz espanhola viverá a filha do inimigo do capitão Jack Sparrow, vivido por Johnny Deep.

"Ela será a filha do Blackbeard. Penélope viverá uma personagem com muito humor. Ela é muito festiva", contou Jerry. O produtor revelou ainda que pode acontecer um romance entre os personagens de Johnny Deep e Cruz.

O papel de Blackbeard é do ator Ian McShane e as gravações de "Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides" devem começar em junho para estrear em maio de 2011.

Mais fotos e vídeos de Johnny em Veneza

Veja abaixo algumas fotos de Johnny dando autógrafos e cumprimentando os fãs no set de gravação de ''The Tourist'' e outras que foram tiradas durante as filmagens com Angelina Jolie ontem:

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De acordo com o TMZ, como já noticiamos, as filmagens que estavam acontecendo dia 17 de março tiveram que ser suspensas por causa dos fãs reunidos em volta, tirando fotos. Os dois vídeos a seguir foram feitos neste dia e pela mesma pessoa. O primeiro está um pouco distante e quase não dá para ver o Johnny, mas o segundo está mais próximo e é possível ouvir um segurança pedindo para parar de filmar:

VÍDEO 1

VÍDEO 2

Penelope Cruz será interesse amoroso de Jack Sparrow

Estreia no Brasil é antecipada de Alice.

A estreia do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, foi antecipada em dois dias. Com a alteração, o filme será lançado em 21 de abril.
De acordo com a Disney, a nova data de lançamento coincide com o feriado de Tiradentes, que leva muitas pessoas ao cinema.
Além disso, a fantasia superou recordes de bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando 116 milhões de dólares durante o fim de semana de estreia.
(F.L.)

AS MIL FACES DE JOHNNY DEPP

JOHNNY DEPP

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